Hoje discutiremos aqui no Radar Inter, a cláusula de barreira para as eleições ao Conselho Deliberativo do Internacional. Demonstrando os números das 5 últimas eleições do Inter, de 2010 a 2018. Para entendermos como funciona este mecanismo, que diminui a pluralidade de pessoas a contribuírem para o Internacional.
2010
Em 2010, tínhamos 47 mil sócios aptos a votarem, onde o Presidente Giovanni Luigi foi eleito com 13 mil votos, derrotando Pedro Afatatto ao total tivemos
16.924 votantes. Para o Conselho Deliberativo, sua Chapa, a Chapa 3 fez 9.745 votos, equivalente a 57,93% com 87 conselheiros. A Chapa 2 com 4.407 votos, equivalente a 26,2%, elegeu 39 conselheiros e a Chapa de Affatato fez 2.669 votos equivalente a 15,87% e elegeu 24 conselheiros.
No conselho deliberativo a
Chapa 3 - Inter Grande e Coração Colorado foi a grande vitoriosa na disputa pela renovação de 150 cadeiras do Conselho Deliberativo, fez
9.745 votos, equivalente a
57,93%, ou 87 conselheiros. O
Convergência Colorada fez
4.407 votos, equivalente a
26,20%, elegendo 39 conselheiros. O União Colorada fez
2.669 votos, equivalente a
15,87%, elegendo 24 conselheiros.
2012
Em 2012 a eleição presidencial do Inter, acabou definida no Conselho Deliberativo. Em 8 de novembro, o presidente Giovanni Luigi foi reeleito para o biênio 2013/2014, com
166 votos, equivalente a 47,98%. Nenhum outro candidato ultrapassou a cláusula de barreira de
25% dos votos e o pleito acabou decidido em primeiro turno. Luiz Antonio Lopes teve
80 votos, equivalente a
23,12% e Sandro Farias,
64 votos, equivalente a
18,35%.
Em 2012, com um total de
11.741 votantes, a Chapa que foi a grande vencedora, foi a da Chapa
Diretas Sempre, de Luiz Antonio Lopes e Vitorio Piffero que obteve conseguiu
34% dos votos, conquistando 64 conselheiros. O
Convergência Colorada, elegeu
48 conselheiros e o a Chapa 1 -
Inter Vencedor, elegeu
38 conselheiros.
As Chapas
4 - O Povo do Clube, 5 - Movimento Vermelho e 6 - Acorda Conselho, não alcançaram
a cláusula de barreira de 15%. Dessa forma, não colocaram cadeiras no Conselho Deliberativo.
2014
Em 2014 Vitorio Piffero foi eleito o Presidente do Inter, onde tivemos a maior votação pela história do clube, com
21.292 votantes. Tivemos um total de
20.978 votos válidos, onde Piffero obteve
15.051 votos, equivalente a
71,75%), contra Marcelo Medeiros, que obteve
5.927 votos equivalente a
28,25%.
No Conselho Deliberativo tínhamos
5 chapas inscritas e, ultrapassaram a cláusula de barreira, de 15% do total dos votos, as seguintes chapas:
Chapa 01 - A situação certa:
4.887 votos - 23,7% - 39 conselheiros.
Chapa 02 - PIFFERO - Juntos, Somos Gigantes: 6.829 votos - 32,37% - 55 conselheiros.
Chapa 04 - Nosso Clube Sem Barreiras: 3.834 votos - 18,17% - 31 conselheiros.
Chapa 09 - Inove Inter: 3.201 votos - 15,17% - 25 conselheiros.
2016
Em 2016, na eleição tivemos a participação de
13.984 votantes. Marcelo Medeiros, da
Chapa 2, venceu com
94,7% dos
12.800 votos válidos, derrotando Pedro Affatato, que fez
5,2% dos votos, com 666 votos.
Para o Conselho Deliberativo, disputaram a eleição também
9 chapas. Apenas
três chapas ultrapassaram a
cláusula de barreira de 15%. A
Chapa 2 - Aliança Vermelha elegeu
71 conselheiros, a
Chapa 4 - Povo do Clube elegeu
43 conselheiros e a
Chapa 9 - Inove Inter elegeu
36 conselheiros.
2018
Em 2018, tivemos um total de
16.259 votantes, nas eleições do Inter. Tivemos a reeleição do Presidente Marcelo Medeiros que obteve
92,59% com
14.441 votos, derrotando Luciano Davi, que obteve
7,41%, com
1.156 votos.
Para o Conselho Deliberativo, disputaram a eleição
4 chapas. Apenas uma Chapa não ultrapassou a cláusula de barreira de 15% dos votos. Assim foram eleitas 3 chapas e curiosamente, as mesmas 3 chapas já eleitas em 2016, o que configura o cenário do Conselho Deliberativo do Inter, com apenas 3 grandes grupos, o
Inter Grande, o
Povo do Clube e o
Inove Inter.
Chapa 01 Paixão Trabalho e Resultados: 8.800 votos, equivalente a
54.33%, com
92 conselheiros.
Chapa 02 Inter que queremos : 2.452 votos, equivalente a
15.14%, com
25 conselheiros.
Chapa 04 O Povo do Clube - 3.146 votos, equivalente a
19.42%, com
33 conselheiros.
2019 - Escolha pela cláusula flutuante
Em
2019, o Conselho Deliberativo do Inter e os associados decidiram por uma mudança, com a criação da Cláusula de Barreira Flutuante, que assim modifica um pouco o panorama para as eleições, mas isso apenas se os associados do clube se fizerem presentes nas eleições, ela a partir das eleições de 2020, funciona da seguinte forma:
15% até 10 mil votos
12% acima de 10 mil e até 20 mil votos
10% acima de 20 mil e até 30 mil votos
8% acima de 30 mil e até 40 mil votos
5% acima de 40 mil votos
Olhando o número de votantes, nas eleições anteriores, de 2010 a 2018, ela seria de 12% em todas as eleições, exceto na de 2014, onde a cláusula cairia para 10%. O que mudaria pouco o panorama do Conselho Deliberativo, pois nas eleições de 2014, 2016 e 2018, não teríamos mudanças na formação do Conselho Deliberativo.
Dentro deste universo de 5 eleições, a única que seria beneficiada com a cláusula flutuante, seria a Chapa 3 - Tô com o Siegmann - nas eleições de 2014, que obteve 2.344 votos, e teve 11,11% na oportunidade e não ultrapassou os 15%. Se tivéssemos a cláusula de barreira de 10%, devido aos 21.292 votantes, eles teria eleito 17 conselheiros.
O interessante seria o Inter chegar a cláusula de barreira 0, para dar maior pluralidade ao clube, pois desde as últimas duas eleições, o clube é dominado apenas por 3 grandes grupos políticos, o Inter Grande, o Povo do Clube e o Inove Inter. Das 300 cadeiras do conselho deliberativo, o MIG tem 55% do Conselho, o Povo do Clube tem 25% e o Inove Inter tem 20%.
Mas o que mais causa estranheza é que entre estes 3 movimentos, um deles é atual gestão do clube, outro já fez parte da gestão e o terceiro é uma dissidência da mesma, ou seja, temos praticamente a mesma linha de pensamento entre estes 3 movimentos políticos. Em 2020 é hora de oxigenar o Conselho Deliberativo do Inter, com novas pessoas e novas ideias.